História
A história da entidade é indissociável da figura de seu Instituidor, JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO (1859-1944), advogado, professor, parlamentar, precursor da ação social católica brasileira, Conde Romano por outorga imperativa do Papa Pio XI, em 1935.
Os tempos do Orfanato
Desde sua criação, o Asilo de Meninas Órfãs teve bem demarcada sua linha de atuação: dar acolhida, propiciando educação, formação moral e perspectiva de futuro às jovens internas. |
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O amplo terreno e o espaçoso prédio, cujo primeiro traço é de Ramos de Azevedo, adequavam-se perfeitamente à proposta social e pedagógica. Até a década de 40, cerca de 1000 meninas ali tiveram abrigo e instrução.
Paralelamente, o Conde José Vicente de Azevedo criava, como departamento do Orfanato, o Grupo Escolar São José, que ganharia prédio próprio em 1925 e seria por ele pessoalmente mantido até 1931 e em convênio com o governo estadual até 1959.
Próximo ao Grupo Escolar, reservou local para as "Oficinas de São José", cujo projeto de ensino profissionalizante está na raiz dos convênios posteriormente assinados entre a FUNSAI e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI.
Os tempos de Fundação
Pouco antes de falecer, e sempre visando a perenização de sua obra social, instituíram o Conde e a Condessa Vicente de Azevedo a Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga, em 1943, como sucessora do Asilo, estendendo seus objetivos para a "prestação de assistência, educação e instrução, inteiramente gratuitas, à infância e juventude pobres".
Os primeiros anos da entidade, com o novo estatuto fundacional, são de prosseguimento e consolidação do trabalho realizado e, principalmente, de investimentos patrimoniais em novas construções, geradoras de rendimentos para a expansão dos serviços sociais. Mesmo assim, a FUNSAI experimenta um persistente e seguro crescimento: na década de 60, cerca de 4800 crianças e adolescentes são atendidos.
A partir dos anos 70, a FUNSAI instala, em regime de tempo integral, creche para 120 crianças (hoje Instituto Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga - Unidade II) e inicia a descentralização de suas atividades, conveniando com outras organizações não governamentais, para atingir a clientela dos bairros periféricos, onde passava a se concentrar a população mais necessitada. A nova atuação aumenta o patamar dos beneficiados: de 1970 a 79: 8861; de 1980 a 89: 11212 e de 1990 a 99: 10842.
Na década de 90 altera-se a legislação, com a vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente e a FUNSAI adapta-se ao novo marco legal, criando duas Casas-Abrigo, a "Casa Maria Thereza" e a "Vila da Paz" e transformando o antigo Internato, agora "Instituto Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga - Unidade I", em modelar Centro de Apoio à Juventude, um projeto de complementação pedagógica no contra turno escolar, com capacidade para 280 crianças e adolescentes.
A prestação indireta de serviços, representada pelos convênios, assume nova feição a partir dos anos 2000, com a REDE FUNSAI, teia social que se consolida para otimizar os serviços assistenciais, aprofundar a troca de experiências, aprimorar os conhecimentos técnicos, e, principalmente, reforçar o caráter preventivo de suas ações, estreitando o vínculo entre as entidades e as famílias atendidas.
Nos primeiros cinco anos da década, são 8846 os que recebem benefícios da FUNSAI, excluídos os participantes dos programas profissionalizantes, de prevenção ao uso de drogas, usuários dos convênios na área da saúde e os que, na Rede, não são mantidos pelo pagamento de "per capita".
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